Inicialmente, o atual estágio acadêmico da gestão esportiva é discutido a partir do desenvolvimento de cursos de pós-graduação, das associações profissionais e das revistas científicas da área. Por fim, as subáreas e as principais linhas de pesquisa da área são apresentadas, com exemplos de estudos sob a ótica das teorias que as sustentam. Em cada um desses tópicos considera-se a área em termos internacionais e seu desenvolvimento no país, de forma a fornecer subsídios para a definição de escopos de ensino, pesquisa e prática profissional. Sobre essa última esfera, é importante apontar – ademais – que foi exatamente a aproximação entre esporte, economia e mercado que forjou aquilo que conhecemos hoje como espetáculo esportivo. Por isso, sua realização exige um complexo planejamento e organização, bem como uma eficiente gestão empresarial e um alto controle portal de marketing esportivo operacional. As atividades de organizações que usam o esporte para promover seus produtos são atividades satélites à área de gestão do esporte.
Não é à toa que o Time Brasil Paralímpico esteja entre os 10 maiores medalhistas desde Pequim 2008 e tenha alcançado o 5º lugar em Paris 2024. A medalha começa no planejamento, na descoberta de talentos e na execução eficiente de projetos. Não são muitas as opções de faculdades que oferecem esses cursos, mas existe essa possibilidade. Por serem cursos mais longos, eles abrangem todos os principais nichos do mercado, se aprofundando um pouco mais em cada um deles. Também não pense que uma veia empreendedora e muita coragem são suficientes para ingressar neste mercado. É preciso se apoiar em uma boa formação para poder competir com os profissionais já estabelecidos no meio.
Nesse modelo, os jogadores que estão inscritos nas respectivas ligas, mas não atuam em nenhum clube, ficam à disposição e são escolhidos numa ordem em que os times mais mal colocados do ano anterior escolhem primeiro os futuros jogadores que farão parte de suas equipes. Nele, Rottenberg afirmava que a economia do esporte se diferenciava de uma indústria tradicional simplesmente por possuir o Princípio da Incerteza do Resultado, ou Princípio da Imprevisibilidade, que é o que atrai o torcedor. Além disso, temas como inclusão, sustentabilidade e diversidade estão cada vez mais presentes no cenário esportivo. O acesso ao esporte para diferentes grupos sociais e a preocupação com o impacto ambiental dos grandes eventos serão questões fundamentais para as próximas décadas. As apostas fazem parte da cultura esportiva há séculos e, com a regulamentação adequada, podem ser um complemento saudável à paixão pelo esporte. No entanto, é essencial que sejam feitas com responsabilidade para evitar problemas relacionados ao jogo compulsivo.
Impacto Econômico do Esporte
Para Brohm (1982) e Proni (1998), a ação do mercado publicitário e da mídia especializada no assunto acabou por revolucionar o campo esportivo a partir de novos padrões de relacionamento entre esporte-espetáculo, televisão e marketing esportivo. Para Ianni, a cultura do capitalismo seculariza a produção cultural com o fim último de torná-la mercadoria, já que é uma exigência da racionalização formal, pragmática, definida em fins e meios objetivos, imediatos e, por isso, esvaziada de valores gerais e particulares. Nessa direção, os bens culturais cingem a base e superestrutura, produzindo significados e gerando lucros3.
Enquanto isto, no Brasil, apenas dois grupos de estudos têm destinado esforços para investigar "marketing" esportivo.Não há no país publicação especializada na área. Dessa forma, a pequena produção científica nacional tem sido inserida em periódicos internacionais ou em revistas nacionais de outras áreas, tais como educação física e esporte e administração. Alguns eventos científicos também têm sido usados para difusão do conhecimento produzido.
Gestão do esporte: definindo a área
As modalidades, os eventos eos atletas esportivos, al�m de um fator essencial para o esporte, t�m quepassar a serem vistos como um produto, em que se deve objetivar alavancar todoseu potencial. A m�dia nos �ltimos anos se transformou no meio mais importante decomunica��o entre os f�s e o mundo esportivo, seu impacto � t�o grande quea maioria dos esportes e eventos esportivos, considera inexistente a ades�o denovos torcedores, sem que ocorra uma cobertura da imprensa. Asempresas que investem no esporte apresentam algumas caracter�sticas essenciais.Possuem marcas fortes ou potencialmente fortes e buscam novas formas decomunica��o com o seu p�blico e nos mercados onde atuam. Utilizam o esportecomo m�dia alternativa, com �nfase no refor�o e dissemina��o da marca e desua imagem, procurando comunicar-se com os seus segmentos de clientes atuais efuturos. O retorno de uma marca ou produto envolvido em patroc�nio esportivo �quatro vezes maior do que o de uma boa campanha publicit�ria. Desde os Jogos Olímpicos da Antiguidade até os megaeventos esportivos atuais, ele se tornou um fenômeno cultural e econômico.
Inovações como realidade aumentada e inteligência artificial estão transformando a maneira como interagimos com o esporte, criando novas oportunidades de engajamento e entretenimento. Apesar de seus muitos benefícios, o esporte também enfrenta desafios significativos, como corrupção, doping e desigualdade de gênero. No entanto, essas questões abrem espaço para discussões importantes e oportunidades para melhorias contínuas.
Modalidades
O que têm levado, sobretudo no campo esportivo, à produção de um conjunto de mercadorias (commodities culturais) que passou a interagir com vários setores produtivos do mundo capitalista que, não obstante, delas precisam para viabilizar acúmulos e gerar lucros. Para Proni (1998), esse processo de diversificação do consumo está associado a três esferas interdependentes, isto é, ao consumo de bens, de serviços e de espetáculos. A segunda, a de serviços, engloba a demanda por iniciação e supervisão esportiva, bem como a ‘necessidade’ de produção de um corpo modelado. A última, relacionada ao consumo de espetáculos, relaciona-se com a cobertura de eventos esportivos que vem se configurando como uma das principais opções de entretenimento (Proni, 1998).
A expansão com controle de qualidade de cursos de mestrado e doutorado, a criação de associações profissionais e a publicação de revistas científicas especializadas suportam essa afirmação. Estados Unidos e Canadá ainda concentram a maioria dos cursos de doutorado e são, consequentemente, os maiores fornecedores de pesquisadores e conhecimento para instituições de outros países. Europa e Austrália têm aumentado sua participação na produção do conhecimento da área.
O primeiro congresso da área realizado no Brasil foi o Congresso de Gestão Esportiva GEPAE-EEFEUSP, em 2005. O 2º Congresso Brasileiro aconteceu em 2008 na UNISUL, em Florianópolis e o terceiro, denominado Congresso Internacional de Gestão do Esporte e do Lazer, em 2009, novamente em São Paulo. BASTOS, MAZZEI e SARMENTO (2011) analisaram as abordagens utilizadas nos trabalhos apresentados nestes eventos e verificaram que em termos da metodologia utilizada a predominância recai sobre estudos descritivos (63,81%), retratando o estágio inicial em que a pesquisa na área se encontra no país (BASTOS, 2003, 2004).
Com a convergência de tecnologias, incluindo a banda larga, os jogos online e as plataformas de streaming, o esports se tornou uma força econômica e cultural significativa, atraindo investimentos de grandes empresas e organizações esportivas tradicionais. 7 A ideia de Indústria Cultural é desenvolvida por Theodor Adorno e Max Horkheimer – integrantes da Escola de Frankfurt. Para eles, essa expressão se refere à produção cultural no capitalismo como produção de mercadorias.
Isso porque o esporte, enquanto resultado da produção cultural, está imerso e circunscrito nesse contexto, constituindo, na atualidade, num dos segmentos que mais crescem na área da mídia e do entretenimento (Kearney, 2003), ocupando, de tal modo, lugar de destaque no mundo dos negócios. Esse texto consubstancia um esforço teórico-conceitual de localizar a cultura – de modo mais geral – e o esporte – de maneira mais específica – no arcabouço da produção capitalista contemporânea. Para tanto, buscou-se refletir sobre o desenvolvimento da cultura no âmbito do capitalismo tardio com atenção para a aproximação entre cultura, economia e mercado. Isso com a finalidade de compreender as transformações que, nessa quadra histórica, atravessam o esporte moderno. Assim, as considerações apontam para os processos de integração entre economia de mercado e cultura de massa.